Consequências da discriminação no ambiente político no Brasil
Enviada em 30/05/2024
O filme britânico “A dama de ferro” retrata os desafios vividos por Margaret That-cher, uma vez que ela se torna a primeira-ministra e o ramo político é rodeado de preconceitos para aceitá-la. Assim como na obra, esse cenário está se tornando comum na sociedade, visto que diversas barreiras existem na inserção de outras etnias e gêneros na política. Nesse âmbito, o longa entra em sintonia com a nefasta perpetuação das consequências da discriminação no ambiente político no Brasil, já que estão ligadas à mentalidade preconceituosa e à falta de participação ativa.
Sob esse viés, vale ressaltar que o legado histórico de um país é de grande importância para determinar o comportamento da sua população. Entrentanto, apesar da excelência em ter uma comunidade respeitosa e consciente, fica claro que não há essa conduta nos tempos atuais, dado que é notória a mentalidade preconceituosa no ramo político brasileiro. Por exemplo, muitas etnias continuam com dificuldade em acessar cargos importantes no poder público, como os indígenas que não são eleitos para grandes funções. Tais fatos são evidenciados desde Período Colonial, no qual os portugueses exploravam os nativos e colocava-os em uma posição de pessoas aculturadas, deste modo, foi construído um país discriminador com o seu próprio povo, posto que desacreditam na capacidade intelectual de conduta política de outras etnias, devido a sua raíz histórica.
Além disso, salienta-se que a falta de participação política do cidadão está interferindo continuadamente nas consequências da discriminação no ambiente político. Desse modo, pode-se afirmar que prova desse impacto é o aumento na falta de mulheres se candidatando ao poder, já que os cidadãos acabam parando de realizar suas reivindicações sociais para ter um sistema público mais diversificado e atuante na sociedade. Nesse viés, com base nos estudos de Lima Barreto, escritor pré-modernista, “O Brasil não tem povo, tem público”, dessa maneira, é indamissível um país que é grandiosamente populacional não tenha uma participação ativa, deixando de lado a luta por um sistema mais igualitário.