Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 19/08/2020
Após a Terceira Revolução Industria, as tecnologias avançaram intensivamente e através delas o acesso às informações. Somado a isso, a necessidade de informações instantâneas também cresceu e desde então a mídia tenta divulgar informações para a população cada vez mais rápido. No entanto, muitas desses relatos são equivocados, tendo em vista a falta de apuração dos fatos. Nesse sentido, a divulgação dessas noticias pode chegar à extremos custando até a vida de uma pessoa. Dessa forma, é notável a necessidade de alteração do quadro atual.
A priori, é imperioso destacar que a necessidade de rapidez dos acontecimentos faz com que os noticiários não esclareçam as informações antes de serem divulgadas. A partir disso, os telespectadores tem conclusões precipitadas devido à equívocos das imprensas. É necessário ressaltar ainda, que a divulgação desses fatos quando falham com a realidade é considerada como calúnia, de acordo com o Código Penal brasileiro. Logo, torna-se mister a mudança desse panorama.
Outrossim, é imprescindível ressaltar que a utilização de discursos distorcidos atrapalham investigações. Nesse sentido, cabe mencionar o caso de Eloá, uma garota que foi sequestrada em 2008. Por conseguinte, durante as tentativas de negociação da polícia com o sequestrador, diversos jornalistas entraram em contato com o criminoso, atrapalhando drasticamente no processo de libertação da menina de quinze anos que infelizmente veio a óbito horas depois. Com isso, é evidente a gravidade da espetacularização da violência e a necessidade de evitar suas sequelas.
Portanto, torna-se incontestável que o ato da mídia de polemizar causa consequências maléficas para a população. Posto isso, para mitigar a problemática, cabe ao Poder Judiciário determinar as ferramentas responsáveis pelo ofício jornalístico referentes às questões de violências e bloquear o contato com criminosos até que eles sejam apreendidos. Além disso, cabe ao poder executivo garantir que os limites impostos pelo poder Judiciários estão sendo respeitados, por meio de monitoramento das investigações e informações divulgadas, de modo que os telespectadores não sejam prejudicados, como forma de evitar crenças em falsas informações. Sendo assim, essas medidas podem ajudar a minimizar a precipitação de relatos e mortes como a de Eloá evitadas.