Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 04/03/2020
Na Grécia antiga ocorria eventos chamados de teatro,nelas,segundo Aristóteles,filósofo grego,comenta sobre a sua estética e como ela pode sintetizar a catarse que é a emoção do espectador.No entanto,no lugar das peças teatrais,na modernidade existe a mídia para fazer esse papel,e ela que começa a reproduzir de maneira prejudicial a espetacularização da violência de maneira exagerada para os cidadãos,em especial,no Brasil.Dessa maneira,é necessário apontar dois pontos importantes nessa temática:o pós e o contra midiático e as suas consequências sociais.
A princípio,vale ressaltar que existe uma dualidade nesse paradigma.Isto porque,consoante a Immanel Kant,filósofo prussiano,mesmo que a história sobre um determinado fato possa ser visto pela grande maioria dos homens como apenas o seu lado negativo,ela poderá ter positivas também.Nesse sentido,os meios de divulgação de informações,elas encaminha aos ouvintes notícias do cotidiano,os mantém atualizados,além de serem o porta-voz entre o Estado e a população.Em contrapartida,o exagero por parte dela em buscar sempre um algo novo a ser noticiado,torna-a em muitas vezes um espetáculo exibicionista de horror,por exemplo,de assassinato a ser assistido pelas famílias do país.Logo,é necessário a chegada do clímax nessa estrutura que é o equilíbrio entre esses meios informacionais e os próprios civis a partir da teoria comunicativa de Jurgen Harbermas,sociólogo alemão,que trata de os dois conversarem para que cheguem a uma harmonia.
Outrossim,cabe salientar que a naturalização da brutalidade humana está entre os efeitos do problema em questão.Acerca disso Hannah Arendt,filósofa alemã de origem judia,trata exatamente disso em sua síntese que é a -banalidade do mal-,no livro “As Origens do Totalitarismo”.Ela mostra como a extrema visualização das atrocidades diversas cometidas pelo ser humano,pode transformar uma sociedade a naturalizar ações bárbaras em atos normais do dia a dia.Por conta disso,os meios de veiculação de mensagens têm um forte fator nessa conjuntura,haja vista que ela é a principal propagadora de episódios cruéis televisionados.Em síntese,é necessário urgentemente intervenções.
Infere-se,portanto,que sejam tomadas medidas para atenuar esse impasse.Para que isso ocorra,o Ministério da Educação deve haver medidas,a curto e a longo prazo,como debates em escolas e faculdades, tanto públicas quanto privadas,sobre esse assunto,além da divulgação de cartilhas informativas em locais com alto fluxo de homens e mulheres,como praças,shoppings,eventos musicais, entre outros.O que será tangível por meio da coparticipação do setor público-privado,o que auxiliaria no capital.Além disso,a própria influenciadora das massas poderá transmitir esses eventos em canais, abertos e fechados,em horário nobre,e com a participação dos principais representantes do Ministério em destaque,além de sociólogos e especialistas.Com a finalidade de um corpo social com senso crítico.