Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 06/03/2020

Sensacionalismos,glamourização de frenesis e discursos distorcidos são algumas das previsões do vício pelo desempenho abordado pelo filósofo sul-coreano Byung-Chul Han.Segundo ele,os indivíduos vivem em um mundo que metas e números são tudo o que importa,assim emoções -como a empatia- são postos em segundo plano.Desse paradigma social convém destacar a incessante busca por audiência,além da romantização da violência uma vez que são dois infortúnios a serem combatidos.

A priori,nota-se que o contínuo avanço técnico-informacional,este oriundo da terceira revolução industrial, proporcionou uma aproximação entre homem e máquina durante a contemporaneidade.Essa explícita intimidade passara a fazer parte até mesmo naqueles momentos de tensão e enfurecimento individual ,como aconteceu no programa de tv apresentado por Luiz Bacci, o qual reportou a morte de um ente querido à respectiva mãe em rede nacional.Outrossim, exibe o atual panorama midiático,em que a câmera sobrepõe a alteridade humana.

A posteriori, a consequência para os atos da invasão do outro constitui-se de modo a glorificar ações furiosas.Tal perspectiva é notoriamente demonstrada no filme,O abutre,no qual o protagonista é uma jornalista frustrado com a carreira e por isso passa a registrar fotos de acidentes para conseguir sucesso na profissão com a venda das imagens.Embora esse fato contribui para a decadência moral do ser, não é difícil encontrar numerosos abutres inseridos na comunidade.

Destarte,faz-se emergencial a elaboração de Pecs (proposta de emendas constitucionais),bem como sua aplicação visando a punição de mídias que se aproveitarem do sofrimento alheio.Praticado mediante multas e condenações dos responsáveis tanto pelo registro quanto pela permissão da transmissão desse tipo de conteúdo.Os ministérios da cultura e cidadania devem ser encarregados de fiscalizar possíveis desrespeitos à lei a fim de renovar a população desbanalizando a violência retratada por Chul Han.