Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 09/03/2020

Com o advento da Revolução Tecno-científico Informacional ocorrida na segunda metade do século XX, o acesso ao meios midiáticos têm-se tornado cada vez maior. Em detrimento a isso, hodiernamente as consequências da espetacularização da violência pela mídia faz-se recorrente, advindos do efeito nocivo causado pela grande exposição dos atos de agressividade. Nesse âmbito, é fulcral analisar acerca da causa, consequência e possível resolução do impasse.

Em primeiro plano, é imperioso analisar acerca dos fatores que permitem a manutenção da problemática. Nessa lógica, conforme o filósofo Baudrillard, toda sociedade vive em uma hiper realidade, ou seja, um mundo “simulacro”, controlado pelos meios de comunicação. Sob tal ótica, é notório devido a grande exibição dos atos de violência, têm-se a potencialização da normalização de tais atos. Por consequência, de acordo com o jornal “O Globo” o número de mortos por arma de fogo cresceu 6,4% no ano de 2019.

Outrossim, segundo o físico Isaac Newton, toda ação gera uma reação. Consoante ao pressuposto, decorrente ao impasse a banalização da vida torna-se recorrente no cenário hodierno. Como resultado, atos como: estupro, homicídio e furto, são vistos de forma cômica conforme é levantado pelo advogado Vinicius Webber.

Dessarte, é mister que o Estado tome providências para mudar o quadro atual. Para a conscientização dos cidadãos, urge que o Governo Federal em parceria com o poder legislativo crie, por meio da formulação de leis, uma maior investigação dos conteúdos publicados nas redes sociais, permitindo aos cidadãos que mude sua postura frente a problemática. Desse modo, a espetacularização da violência desencadeada pela Revolução Tecno-científico Informacional diminuirá gradativamente.