Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 11/03/2020
A obra literária “Brasil, país do futuro”, de Stefan Zweig, aponta para o progresso de uma nação em evidência. No entanto, tal contexto não se encaixa quando o assunto abordado é consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira. Nesse contexto, tal realidade se encontra longe de ter um resultado positivo para a pátria amada.
Nesse sentido, podemos citar como exemplo o caso da menina Eloá, de 15 anos, sequestrada junto a uma amiga pelo seu ex-namorado. Imediatamente, durante todo o processo do sequestro, a mídia se fez presente, chegando ao extremo de uma jornalista do canal Rede TV entrar em contato com o sequestrador por telefone e entrevistá-lo. Então, nos instantes finais do caso, não foi possível negociar a liberdade das duas meninas e, infelizmente, ambas foram baleadas pelo autor do crime.
Assim, naturalmente, cidadãos brasileiros que procuram se informar, o fazem através de noticiários na televisão ou sites de notícias na internet. Contudo, na maioria das vezes, os noticiários estão recheados de casos violentos e desastres, visando ganhar mais audiência e persuasão do interlocutor. Logo, o argumento citado anteriormente se encaixa no conceito da citação do sociólogo Zygmunt Bauman na frase " Não são as coisas que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas".
Portanto, dada a problemática, fica claro que este é um problema grave, e que precisa de uma solução. Sendo assim, a sociedade civil organizada e as mídias, respectivamente, este deve se informar por mais de um veículo midiático e esse deve prezar os valores da ética humana, isto é, procurar em mais de uma fonte como internet, televisão ou jornais e visando respeitar a população ou pessoas envolvidas, para que a opinião seja formada depois de observar narrativas diferentes e, por último, para que as que indivíduos envolvidos não sejam expostos.