Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 16/03/2020
Com o advento da Revolução Tecno-científico Informacional, ocorrida na segunda metade do século XX, o acesso ao meios midiáticos tem-se tornado cada vez maior. Em detrimento disso, as consequências da espetacularização da violência pela mídia faz-se recorrente, advindos do efeito nocivo causado pela grande exposição dos atos de agressividade. Nesse âmbito, é fulcral analisar acerca da causa, consequência e possível resolução do impasse.
Em primeiro plano, é imperioso analisar acerca dos fatores que permitem a manutenção da problemática. Nessa lógica, conforme o filósofo Baudrillard, toda sociedade vive em uma hiper realidade, ou seja, um mundo “simulacro”, controlado pelos meios de comunicação. Sob tal ótica, é notório, que devido à grande exibição dos atos de violência, tem-se a potencialização da normalização de tais atos. Por consequência, de acordo com o jornal “O Globo”, o número de mortos por arma de fogo cresceu 6,4% no ano de 2019.
Outrossim, segundo o físico Isaac Newton, toda ação gera uma reação. Consoante ao pressuposto, decorrente ao impasse da banalização a vida torna-se recorrente no cenário hodierno. A exemplo disso, em conformidade a “Agência Brasil”, 68% das crianças e adolescentes dizem achar normal a violência das escolas. Como resultado, atos como: estupro, homicídio e furto são vistos de forma comum tal qual é levantado pelo advogado Vinicius Webber.
Dessarte, é mister que o Estado tome providências para mudar o quadro atual. Para a conscientização dos cidadãos, urge que o governo federal em parceria com o Poder Legislativo criem, por meio da formulação de leis, uma maior investigação dos conteúdos publicados nas redes sociais através do controle direto das publicações feitas que abordam tal tema, para que desse fora os cidadãos mudem sua postura frente à problemática. Desse modo, a espetacularização da violência, desencadeada pela Revolução Tecno-científico Informacional, diminuirá gradativamente.