Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 16/03/2020

O poder de influência da mídia na prática de violência

A prática de crimes com violência inclui fatores internos e externos ao ser humano, sendo os fatores internos relacionados à personalidade e ao comportamento do indivíduo e os fatores externos uma combinação entre a história luta de classes sociais com omissão do estado, o desemprego, a falta de educação de qualidade a todos, a impunidade e entre outros fatores, presídios que não ressocializam o indivíduo, mas ao contrário, potencializam a violência.

Dentre os inúmeros fatores mencionados, o papel da família, da mídia e do Estado é de grande relevância e importância, vez que influenciam no comportamento, caráter, personalidade e na formação de opinião de cada indivíduo.

A demasiada exposição de fatos e crimes violentos, além de banalizar a vida, estimula a violência. Esse estímulo deve-se ao fato de o indivíduo que, muitas vezes ignora as regras sociais e a leis, entender que é comum o cometimento de crimes e atos violentos, afinal “todo mundo age assim”.

A mídia, enquanto comunicadora social deve atentar-se ao fato de que seu serviço é concedido e autorizado pelo Estado, e como beneficiária dessa concessão deve usar e não abusar de seu poder de influência, visando atender aos princípios de respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Por fim, ao invés de estimular a violência, a mídia pode propor soluções, priorizar mudança de atitudes, estimular a sociedade e o Estado à incluir as crianças e os jovens no esporte, incentivar a leitura, destacar as boas ações não governamentais, promover a união das famílias, a tolerância pela opinião diferente, apresentar temas importantes com entretenimento para o melhor entendimento de todos, e assim a mudança será gradativa e trará resultados exponenciais.