Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 22/03/2020
Criminoso não é protagonista
Pós-guerra fria, ocorreu o neoliberalismo e a globalização, que possibilitou o maior acesso entre as nações, dando êxito aos meios midiáticos que conseguem atingir grande massa populacional. Portanto, a má analise do que se enfatiza pode gerar consequências ruins para o país, como se tratando da violência, relatos que não ajuda a diminuir os índices e ainda faz a família das vítimas reviver toda a dor.
É primordial destacar que, as reportagens sobre esse cenário não diminui a taxa de criminalidade no Brasil. Desse modo, como é visto no caso Maria da Penha, que virou lei a 14 anos, para defender as mulheres contra violência doméstica. No entanto, não está cumprindo tão bem com sua função, como relatam as mídias, onde por dia tem aproximadamente oito casos de feminicídio, segundo dados divulgados pelo G1.
Em segunda plano, casos impactantes como o do assassinato de Eliza Samudio, envolvendo goleiro Bruno do Flamengo, teve grande repercussão, a ponto de pressupor a criação de um filme sobre o acontecido. Contudo, foi negado pela família da vítima, que não deve querer reviver aquela dor, ter só o crime como lembrança e ainda deixar o vilão virar protagonista da história.
Mediante ao exposto, cabe medidas para melhorar a vida social da população. Nesse sentido, pode servir de auxílio atitudes do ministério de publicidade, com iniciativas socioeducativas, mostrando as consequências e punições dos crimes, através da televisão e sites próprios da mídia, com intenção de amedrontar possíveis futuros criminosos, e com isso conseguir reduzir o número de violência do país.