Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 16/03/2020
A especulação da violência pela mídia deve ser tratada no atual cenário brasileiro como uma realidade merecedora de maiores atenções, uma vez que pode trazer consequências danosas a sociedade. Nesse sentido, dois aspectos são passíveis de crítica: a propagação da violência e a banalização da vida.
Em primeiro lugar, a propagação da violência é uma consequência relacionada com a atual divulgação intensa de atos bárbaros pelos meios de comunicação. No entanto, aumentar o divulgação da violência é uma atitude de manipulação já utilizada historicamente para deliberação de crimes de ódio e instabilização da democracia. Segundo a filósofa política Hannah Arent a violência destrói qualquer forma de poder, tornando o mundo mais violento. Nesse contexto, a propagação de atos violentos de maneira exacerbada é um fator que pode desestabilizar a estrutura política da sociedade brasileira. Dessa forma, o Estado deve promover formas de evitar possíveis vicissitudes.
Em segundo lugar, a banalização da vida é outro fator possível de critica. Ao serem bombardeados diariamente com notícias de homicídios e extremas agressões seguidas de impunidade a população tende a naturalizar a violência e em alguns casos apoiar a justiça com as próprias mãos. Exemplo disso, é o caso da mulher que foi linchada até a morte por ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças. Essa atitude é um reflexo da desvalorização da vida humana e da descrença no Poder Judiciário. Como consequência disso, direitos humanos são maculados.
Assim, para diminuir as consequências da especulação da violência pela mídia é necessário isto: que o Ministério da Educação elabore campanhas e transmita por meio de mídias sociais, como televisão e Instagram a fim de orientar a população sobre os danos causados pelo apoio a atos de violência e a não verificação na procedência de notícias com o intuito de impedir possíveis instabilidades políticas. Além disso, é necessário que o Poder Judiciário puna devidamente os responsáveis por crimes de ódio e garanta os direitos civis da sociedade para que os cidadãos possam acreditar na justiça brasileira.