Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 26/03/2020

Já dizia Marilyn Monroe: “Os tempos não se tornaram mais violentos, apenas se tornaram mais televisivos”. Tal pensamento reflete a realidade em que o país se encontra. Uma realidade em que a violência vem se tornando espetáculo pela mídia, resultando na banalização da morte e consequentemente desenvolvendo indivíduos mais agressivos.

Segundo o escritor Guy Debord, “o espetáculo nada mais seria que o exagero da mídia, cuja natureza, indiscutivelmente boa, visto que serve para comunicar, pode às vezes chegar a excessos”. Assim sendo, a mídia vem com o passar dos anos, através de programas policiais e noticiários, reproduzindo reportagens expositivas e insensíveis. Potencializando mortes e violências, descartando a privacidade e o respeito do indivíduo, a fim de gerar audiência.

Além disso, a mídia tem uma função extremamente delicada e tomada de máxima responsabilidade diante da sociedade no que se refere à formação do indivíduo e mobilização social. Usada para o lado negativo, transmitindo mortes, crimes e violências, esses instrumentos de comunicação vêm acarretando no desenvolvimento de indivíduos mais perigosos, visto que esses, interpretam tal brutalidade como banal.

Portanto, medidas devem ser tomadas. Cabe ao Ministério da Comunicação e a mídia em geral, estabelecer limites para a veiculação de imagens e vídeos, trazendo conteúdos que possam influenciar a sociedade de maneira positiva, visando formar indivíduos educados e respeitosos. Dessa forma, teremos no Brasil uma sociedade mais saudável.