Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 27/03/2020
Segundo o artigo 5º, inciso X, a honra e a imagem são direitos inerentes aos brasileiros. Apesar da garantia constitucional, muitos são os entraves que acometem a dignidade, sobretudo nos meios de comunicação, haja vista a ânsia pelo imediatismo e notoriedade do jornalismo no Brasil. Desse modo, a espetacularização da agressividade torna-se evidente.
Primeiro, observa-se que a informação em “primeira mão” é um dos principais objetivos da comunicação em massa no país. isso torna-se evidente nas matérias televisivas nas quais é possível perceber equívocos, já que a probabilidade de erros em reportagens é maior quando se visa apenas agilidade na publicação do conteúdo. Esse imediatismo é explicado por meio do fenômeno Indústria Cultural, o qual estabelece como prioridade o gosto médio da população, disseminando informações que garantam visualizações.
Outrossim, verifica-se que o desejo pela popularidade motiva a divulgação de conteúdos invasivos. Segundo Hannah Arendt, a banalidade do mal é ocasionada pela busca por notoriedade. Analogamente a sua teoria, os meios de comunicação propagam a violência de modo a atingir o maior público possível, uma vez que não há empatia sobre as vítimas em questão. Dessa maneira, a audiência torna-se primordial, independentemente das consequências.
Percebe-se, portanto, que o interesse na rapidez da publicação, bem como a ânsia na popularidade propiciam a maçante preconização da agressividade pelos meios de comunicação do brasil. Para mitigar essa realidade, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a criação de um aplicativo de celular chamado “Menos Espetáculos, Mais Responsabilidade” que garanta a inspeção da mídia, por meio de denúncias de telespectadores, proporcionando sanções ou limitações de exibições quando houver reportagens que desrespeitem a honra de pessoas expostas. Assim, o artigo quinto da constituinte será aplicável com sensatez no brasil.