Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 27/03/2020
O massacre de ¨Columbine¨ em 1999, foi exposto pela mídia televisiva o passo a passo dos jovens que assassinaram alunos da escola onde estudavam. Fato esse que serviu de inspiração para o massacre na escola Suzano duas décadas depois no Brasil. A espetacularização e insensibilidade jornalística contribui para que atos violentos como esses sejam repetidos. Como a violência é uma marca persistente no Brasil, crimes que envolvem esse tema ganham um maior espaço nas emissoras do país. Visando a audiência, jornalistas narram quase que em tempo real informações não constatadas ou a exposição exagerada do crime. Essa situação além de gerar desinformação ao público, abre espaços para prejulgamentos diante das fatalidades e revoltas coletivas. Nas emissoras em geral, reportagens jornalísticas são exibidas em horário nobre, não selecionando assim, um público alvo. A falta de sensibilidade jornalística ao reportar “o massacre de Columbine”, cometido por adolescentes, possibilitou que crimes idênticos fossem cometidos posteriormente. Dessa forma, fica evidente que o papel dos jornalistas de transmitirem informações ganham grande influência na sociedade. Para reverter essa problemática, cabe aos jornalistas transmitirem com maior veracidade e sensibilidade casos de violência no país, a fim de minimizar influências de crimes e revoltas em massa. As emissoras televisivas brasileiras devem filtrar informações tendo reconhecimento do seu público alvo. Assim, a sociedade estará bem informada e convicta de seus prejulgamentos.