Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 30/03/2020

Violência gera violência

A mídia brasileira está por toda a parte, seja nos telejornais, internet, ou até mesmo nos jornais impressos e acabam por tomar a atenção do público, durante algum espaço de tempo, em seu cotidiano. Seu papel é transmitir ao povo o que acontece no país e no mundo.

Para entender o que acontece com os veículos midiáticos nacionais atualmente, é necessário compreender primeiro o que está acontecendo no Brasil: a cada quatro minutos uma mulher é assassinada e a cada cinco minutos um membro da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) também é brutalmente morto, em território nacional.

O jornalismo então, retrata essa violência em massa que assola o país, porém muitas vezes de forma incoerente e desrespeitosa. No início do ano de 2020, o programa Cidade Alerta, da emissora de televisão Record TV, revelou ao vivo para uma mãe que seu filho havia sido encontrado morto. A mulher desmaiou em frente as câmeras e precisou ser levada ao hospital.

Nota-se que o interesse midiático por uma reportagem exclusiva é tamanho, que não há antes um mero preparo de equipes e apuração de informações.

Devido a esses fatores, percebe-se a necessidade da tomada de medidas preventivas para diminuir o sensacionalismo da mídia diante de matérias que exploram o setor violento do país. Uma dessas medidas poderia ser fornecer um abono - de conhecimento público - para emissoras, jornais online e impressos, se eles noticiassem sem tamanho desrespeito, acontecimentos que envolvam as brutalidades que acontecem na sociedade, como assassinatos, roubos, latrocínios etc. Dessa forma, o governo daria ao público a oportunidade de ver e ler novidades relacionadas a outros setores como economia, política, esportes etc de forma mais frequente.