Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 29/03/2020

Durante o Império Romana houve a “Política de Pão e Circo”, a qual consistia em deixar o público decidir se os lutadores deveriam matar ou não seu adiversário e, assim, davam ao povo uma falsa ideia de poder de influência. De forma análoga, a mídia brasileira perpetua a espetacuralização de informações violentas e suas derivações. Esses princípios, baseados numa espécie de saciedade, consequentemente, fomentam para a lamentável naturalidade do mal que assola a sociedade.

Em primeiro plano, cabe analisar que a violência explicitada rotineiramente nas mídias televisivas são determinantes para a manutenção da espetacularização da violência, já que, dessa maneira, propicia que a sociedade viva em uma constante guerra sem que se perceba. Isso se comprova pelo fato de que, segundo a Folha, o Brasil tem mais mortes violentas do que países em guerra, como a Síria. Desse modo, nota-se que sociedade brasileira encontra-se em uma implícita guerra civil, o que corrobora para que a violência propague-se de forma incosciente.

Além disso, a sensação de impunidade frente às questões cotidianas abrem espaço para o crescimento da ideia de justiça com as próprias mãos. O filme “Deadpool”, por exemplo, basea-se nessa ideia, a qual é vista como a solução para todos os problemas, independentemente de ser no âmbito fictício ou real. Essa banalização mentém-se devido à naturalidade que os crimes encontram-se na sociedade, haja visto que o poder público não consegue manter a segurança nacional.

É imprescindível, portanto, que o Poder Legislativo reveja e reformule preceitos da Lei de Liberdade de Expressão, a fim de fazer que as mídias informacionais adquiram uma região limítrofre ao que concerne aos conteúdos propagados, para que, desse modo, o direito humano não seja violado. Além disso, faz-se necessário que as mídias promovam campanhas de instrução social para que nos distanciemos do modelo de sociedade idealizada na “Roma Antiga”.