Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 31/03/2020
Em fevereiro de 2020, um programa jornalístico brasileiro anunciou ao vivo a morte de uma jovem de São Paulo. A mãe da jovem descobriu enquanto dava entrevista para o programa que a filha havia sido morta pelo namorado,a senhora chegou a desmaiar. Visto isso, é possível mencionar que a espetacularização da violência tem causado um efeito negativo. Tal problemática ocorre devido á falta de restrição de informação da mídia e ao excesso de detalhes de um caso.
Em primeiro lugar, é evidente que as pessoas mais vulneráveis psicologicamente podem se sentir atraídas ao ver um detalhamento de um caso. Foi o que aconteceu em Suzano, onde dois adolescentes abriram fogo na escola Raul Brasil, os dois jovens se inspiraram no massacre da escola em Columbine que aconteceu em 1999. Na época, os jornais dos Estados Unidos divulgaram as imagens da biblioteca no exato momento do crime. Nisso, observa-se que a banalização de uma criminalidade é um fator tóxico.
Ademais, a repetição de um crime pode se transformar em um círculo vicioso se os meios de comunicação não pararem de negligenciar a informação. Sue Klebold, é mãe de um dos atiradores do massacre de Columbine e falou em seu livro ‘‘O acerto de contas de uma mãe’’ que os jornais erraram ao propagar a imagem do seu filho no momento do delito pois outros jovens podiam se inspirar. Dito isso, podemos ver que ela estava certa , se usarmos como exemplo o massacre da escola Raul Brasil, em São Paulo.
Portanto, é necessário que o poder legislativo crie um projeto de lei chamado ‘‘Conselho Nacional da informação’’ em que visam monitorar a mídia e os noticiários, proibindo detalhes desnecessários como o nome de um assassino, os movimentos dos bandidos, etc. Dessa maneira, os telespectadores não irão se sentir atraídos pelas condutas ilegais, uma vez que a internet e a TV tem uma influencia grande sobre sociedade . Somente assim, a violência deixará de ser um espetáculo.