Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 25/03/2020

A mídia brasileira vem, ao decorrer dos anos, especulando a violência de forma sensacionalista e descontextualizado, com o intuito de atrair espectadores. Mas, ao apresentar notícias de tais formas geram-se consequências, entre elas estão: a banalização da morte e a criação de uma imagem maniqueísta de mundo.

Primeiramente, a banalização da morte consiste em tornar o ato de alguém morrer, em casos anormais, como jovens morrendo de forma violenta, algo normal e esperado. Isso se decorre devido ao fato de só em 2017, mais de 35 mil jovens entre 15 aos 19 anos terem morrido no Brasil. De acordo com Stalin: " Uma única morte é uma tragédia. Um milhão de mortes é um estatística"; frase essa que se adequa infelizmente à realidade brasileira, uma vez que as mortes aqui vividas estão virando apenas estatísticas e os únicos que choram essa tragédia é a família do falecido que o vê com um.

Não só a banalização da morte, como também a imagem maniqueísta de mundo é causado por conta da forma de se apresentar as notícias. Haja vista que, são apresentados ao público a imagem do meliante como um vilão, o qual nasceu maligno. Contudo, não se pode ignorar o fato do possibilismo, que vê que o  homem possui um leque de usos alternativos que ele pode fazer do meio, ou seja, ele é um agente ativo em relação ao meio mas que pode vir a sofrer no local que está inserido.

Logo, é necessário que as empresas midiáticas exijam de seus funcionários uma postura mais humanizada diante ao modo de retratar as notícias. Por meio de uma fiscalização e cobrança do modo de relato dos fatos. A fim diminuir o sensacionalismo e a descontextualização, para que, as consequenciais, devido a forma de se retratar, sejam solucionadas.