Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 17/03/2020
Não é de hoje que populistas dominantes espetaculizaram a tragédia humana, para tirar proveito do interesse que o macabro desperta nas pessoas. Fatos violentos, reais ou fictícios, são explorados com o intuito de atrair multidões através da mídia.
Primordialmente, a exposição de crianças a tais noticias de brutalidade na televisão pode acarretar um comportamento agressivo, pois com seu sistema cognitivo não formado completamente, tendem a imitar e absorver grande parte das informações que lhe são apresentadas. Sendo assim, um risco futuro para sociedade que irá começar a achar tais brutalidades algo banal, tornando natural a ampliação de mais transgressões.
Além disso, a vida humana aparenta ter a cada dia menos valor, o que se torna inquestionável a colaboração de grande parte da mídia para isso, pois, com filmes cada vez mais violentos e reportagens demasiadas expositivas e insensíveis resultam a colaboração para normalização da morte. Os próprios cidadãos utilizando-se de meios como as redes sociais transmitem o sofrimento alheio, favorecendo seu aumento.
Portanto, se faz necessário a intervenção do Estado para alterar este cenário. Cabe ao Ministério da propaganda proteger jovens e crianças, por meio de propagandas que conscientizem os pais a terem maior controle do que se é assistido pelos seus filhos na televisão. Além disso, cabe ao Ministério da Comunicação (MCTIC) conter o excesso da valorização e exibição de de noticias que explorem atos violentos, por intermédio da criação de um marco regulatório, que estabeleça limites para veiculaçao de imagens e videos que transcedam a violencia, com o objetivo de impedir a banalizaçao da morte e de atos transgressivos.