Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 17/03/2020

A filosofia e as artes, desde de suas primeiras grandes manifestações, utilizam de uma ferramente que os estudiosos nomeiam por “espanto”, que nada mais é que, a arte de chocar seu leitor ou observador para tomar sua atenção. Entretanto, quando o “espanto” é utilizado de forma banal a fim de gerar apenas lucros,  como é visto pela espetaculização de noticias através da mídia, problemas como transformar a violência em entretenimento e a dor de vitimas em “novelas”, infelizmente, tornam-se formas usais de fazer jornalismo.

Primeiramente, nota-se que a mídia e mais especificamente o jornalistas têm tido um conduta pouco ética e demasiada polemista. Um exemplo são os programas policiais que ganham lucro em entreter os espectadores fazendo um verdadeiro show business de  casos criminais e até mesmo fazendo suspense, em vez de, apenas entregar a notícia de forma coesa e rápida. O fato é que há um sensacionalismo barato nesse meio que transmuta a dura realidade do crime em quase uma “novela da vida real”.

Outrossim, o jornalista irlandês, George Shaw, afirma, “Não há progresso sem mudança”. Sob esse viés, nota-se que mesmo com a evolução das maneiras de se informar, fortalecidas principalmente pelo advento da internet, ainda há uma maneira estrutural na forma de distribuição de notícias que carece de mudança, maneira essa que consiste de analisar as noticias de forma estática e ignorar os fatores humanos por trás, objetificando os números e menosprezando os fatores pessoais de cada caso.

Portanto, é perceptível uma espetaculização de casos de violência pela mídia. Desse modo, o Ministério dos direitos humanos deve impor pesadas taxas aos veículos midiáticos que desrespeitarem os direitos humanos e de cidadania, e que expõem os indivíduos a banalização da violência através do espetáculo , para que assim o sistema jornalistico seja mais brando e respeitoso de forma que, a noticia se sobressaia e o espetáculo deixe de existir,e apenas a realidade dos fatos ganhe espaço no debate público.