Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 20/03/2020

A mídia sempre teve um papel demasiado importante nas sociedades ocidentais e desde a Segunda Guerra Mundial, sua produção e capitalização estão em abrupta ascendência. Com uma geração de conteúdo imensurável, a mídia, sobretudo a brasileira, vem publicado notícias muitas vezes sem pudor e a população tem sido padecida de cenários catastróficos, como assassinatos e outros diversos tipos de violências, sendo tratados como atos costumeiros e rotineiros.

Parafraseando o sociólogo francês Pierre Bordieu " o jornalista é um bombeiro incendiário . A notícia, principalmente àquelas impactantes, não tem sido somente transmitida, e sim carregadas de espetacularização e inescrupolosidades (por exemplo os vídeos de uma garota indiana, sendo abusada sexualmente, divulgados em diversos portais nacionais.

A produção em massa de notícias com cunho violento têm gerado problemas perigosíssimos na sociedade brasileira. A partir do momento que os veículos midiáticos bombardeiam os televisores, computadores e periódicos com reportagens apresentando cenários apocalíticos, que não configuram-se vigentes na maioria das vezes; as tais reportagens são muitas vezes coibidoras para doenças, principalmente em pessoas mais vulneráveis (os idosos, que por conta de um eventual ócio são grandes consumidores destes conteúdos) como síndrome do pânico, depressão e atos suicidas - que cresceu em 215,7% nos últimos anos segundo a Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Enasp/Fiocruz).

Difusões de notícias violentas de forma espetacularizada, como grandes perseguições policiais ao vivo, não tem muito a agregar na sociedade. Todavia, as perdas geradas por elas, podendo gerar malefícios sérios à saúde de todo o público, são demasiados infestos e devem ser cessados do nosso cotidiano.