Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 18/03/2020

Na sociedade atual, a internet e os novos meios de comunicação garantem uma maior difusão de informações e notícias. Nesse contexto, as novas gerações crescem e se desenvolvem, inevitavelmente, influenciadas por esses veículos informacionais. Infelizmente, muito do que a mídia propaga e a sociedade consome é de cunho violento e/ou abusivo. Situação essa, que pode gerar graves consequências na formação desses novos indivíduos.

A revolução industrial no século XIX promoveu o aumento da produção e do consumo nos países europeus. De maneira análoga: a internet, no contexto atual, permite esse mesmo crescimento, mas na propagação de informações e conhecimento. Porém, assim como os meios de produção capitalistas buscavam o maior número possível de vendas, as novas mídias buscam o máximo possível de audiência e visualizações. Por isso, adotam especificamente a violência, como seu entretenimento e espetáculo. Geram assim a simplificação das notícias e diminuição da diversidade da informação para seu público consumidor.

Muito desse público é infantil. Já que a partir das novas relações de trabalho, (onde o pai e a mãe trabalham fora de casa durante o dia) o celular e a televisão participam ativamente na formação cultural e psicológica dessa criança. A mentalidade em desenvolvimento desses indivíduos é afetada pela transmissão abundante e exaltada da violência pelas mídias. Esse cenário pode acarretar adolescentes ansiosos e preocupados, ou até adultos depressivos ou violentos, no futuro. Já mostram isso estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), onde o Brasil é um dos países com maior incidência de Violência entre os jovens.

Com isso, é importante perceber o crucial papel da mídia na sociedade. Onde ela, através dos seus vários veículos, pode buscar um método mais específico e criativo, sem ceder sua integridade por visualizações. O que garantirá a função do jornalismo como instrumento de informação para toda a população. Junto à restrição pelos pais ou pela própria mídia, da disseminação de temas de violência entre jovens durante sua formação, para permitir um adulto mais estável e capaz, no futuro.