Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 23/03/2020

Segundo o filósofo Immanuel Kant, todos os cidadãos de uma sociedade democrática possuem os mesmos direitos e deveres. Entretanto, tal análise tem se mostrado contrária na contemporaneidade, pois a maioria dos meios de comunicações “invadem” a privacidade dos indivíduos causando consequências por espetacularização da violência pela mídia brasileira. Assim, as circunstâncias apresentam um desafio a ser enfrentado pelo corpo civil e pelo poder público.

Sob esse viés, de acordo com as ideias contratualistas de John Lock, configura-se em um rompimento do “contrato social”, visto que o Estado não cumpre sua função de proteger seus cidadãos. Sendo assim, a tecnologia possui um papel fundamental na formação do comportamento do meio social, a qual no início foi criada com intuito de disseminar notícias, mas, atualmente, transforma o sofrimento do outro em um espetáculo a ser assistido. Em virtude dessa situação, o efeito primordial é a ausência de empatia, a toxidade para as pessoas que exploram a crueldade em troca da audiência, crescendo com uma visão negativa do futuro.

Outrossim, um fator importante a ser analisado é a forma como o Estado é necessário para atuar na mudança desse panorama. A exemplo disso, tem-se a operação policial que ocorreu no complexo do Alemão em 2010, onde os canais de notícias transmitiram ao vivo as tragédias ocorridas, contribuindo para que as pessoas se tornassem mais insensíveis e indiferentes para o sofrimento alheio. Destarte, um possível causa referente a tal questão, é a invalides de regras, devido ao sistema burocrático, o qual criou uma “sociedade do espetáculo” oferecendo tragédia em troca de plateia.

Dados os expostos acima, a espetacularização pela mídia atinge todas as camadas sociais, principalmente os jovens, então cabe ao Ministério da Propaganda proteger estes, por meio de um controle de conteúdo expostos nas televisões. Além disso, as escolas, juntamente com os pais podem orientar as crianças sobre os malefícios que imagens e vídeos de violência podem acarretar, unido a um limite nesse meio. Por fim, o governo, com maior poder, pode intervir nesse controle e demonstrar entendimento e preocupação, para que, assim, obtenha um desenvolvimento social.