Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 19/03/2020
Em um episódio de “Chaves”, o senhor Barrigas diz ao professor Girafales que não lê mais jornais pois nele só retrata a dor e o sofrimento alheio, diz também que se amassasse a folha de reportagem, dela jorraria sangue das mortes. Dessa forma podemos ver que a violência nunca foi dada a devida importância, tendo em vista que a mídia banaliza uma situação trágica como se fosse só mais uma.
No ano de 1999, se lançou o filme “O massacre de Columbine high school”, nele se passa a história de dois jovens que sofriam bullying onde estudavam e, pelo acumulo do ódio, os dois estudantes planejaram um massacre na sua escola, mataram vários estudantes, dentre eles os que praticavam o bullying e por fim eles próprios. Consequentemente, o filme se tornou famoso no mundo inteiro e assim se deu início a série de massacres escolares nos Estados Unidos até os dias de hoje.
Não parando por aí, vinte anos depois do lançamento do filme, essa maneira de lidar com os problemas chegou no Brasil: Suzano SP, no ano de 2019, ocorreu em uma escola o assassinado de dezenas de alunos por dois jovens, os quais deixaram claro a evidência de inspiração a famosa obra cinematográfica que espetaculizou o suicídio, o bullying e a pessoas que jamais saberão o motivo de serem cruelmente mortas.
A viés da banalização da violência no nosso país, o governo responsável pela influência digital deveria, de forma rígida, filtrar o que é permitido divulgar em jornais/filmes/séries, proibir públicos de faixa etária mais influenciadora como crianças e jovens de até 19 anos, para que assim a violência possa ser resolvida da forma mais eficaz do que postagens na internet divulgando locais onde foram encontrados corpos de pessoas que tiraram sua vida para influenciar pessoas lugares propícios onde as quais podem fazer o mesmo.