Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 20/03/2020
“A violência é sempre terrível, mesmo quando a causa é justa”, nesta frase do filósofo Friedrich Schiller, nota-se que a violência não é um meio de se atenuar uma determinada situação seja ela justa ou não. Entretanto, no Brasil situações que acolhem o uso da violência é cada vez mais espetacularizadas, principalmente, pelas mídias brasileiras. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para que as consequências como: o incentivo a violência e, a banalização da vida seja amenizada no país.
Em primeiro plano, é evidente que as mídias falham ao cumprir o seu papel, o que contribui para espetacularização e incentivo ao uso de agressão no território nacional. Ademais, segundo a constituição de 1988, é dever de o estado garantir que a democracia seja estabelecida. No entanto, tal fato se torna incoerente, pois, existe um descaso estatal em relação às mídias, fazendo “vista grossa” em noticiários que potencializam, promovem e incentivam a população, por meio dos destaques em praticas violentas em que muitas vezes ocorre a distorção dos fatos. Desse modo, a democracia que deve ser promovida pelo governo, deve-se concretizar, com fito de minimizar a consequência citada.
Outrossim, a banalização da vida é também, um dos fatores consequentes da problemática em questão. Diante da frase do pensador Lauro Dantas, “Chega ser irônico o homem banalizar os valores que um dia o fizeram ser humano”. Nesse sentido, a propagação de notícias que demandam a utilização da agressão física, acaba se tornando algo natural na sociedade, e consequentemente, a influência dos meios de comunicação na banalização da vida. Sendo assim, a sociedade brasileira acaba tornando o ato violento como a melhor opção para determinadas situações, e tratando o seu próprio direito à vida como algo banal. Por fim, de acordo com sociólogo George Shaw, “É impossível progredir com um país sem que haja mudanças”, logo, é indispensável que critérios sejam aplicados para mudar esse cenário.
Destarte, é imperioso que o Tribunal de Contas da União (TCU), direcione verbas que, por intermédio do Ministério da Educação (MEC), será revertido em treinamentos com apresentadores e jornalistas, a fim de adaptar o responsável pela transmissão da noticia, a como repassar tal informação de modo que não influencie negativamente os telespectadores. Além do mais, é indispensável que o treinamento solicitado seja feito por psicólogos ou sociólogos, a fim de aprofundar os métodos de atenuação as consequências da espetacularização da ferocidade na população brasileira por meios de divulgação de informação. Logo, a democracia e a progressão do Brasil serão concretizadas.