Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 21/03/2020
Consequências da Espetacularização da Violência da Mídia Brasileira
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas dos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange a questão da espetacularização da violência pela mídia brasileira. Nesse contexto, observa-se um cenário desafiador, seja em virtude da exposição desnecessárias em busca de números, seja pela insuficiência legislativa.
Sobre esse viés, pode-se apontar como empecilho para consolidação do problema, a exposição desnecessária em busca de números. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, ver-se que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na formação de um novo problema.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a insuficiência legislativa. Sob essa lógica, o imperativo categórico de Kant, preconiza que o indivíduo deve agir segundo o máximo que gostaria de ver transformada em Lei Universal. No entanto, no que divergência a questão da problemática há uma lacuna no dever moral quanto o exercício da denúncia.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para espetacularização da violência da mídia brasileira seja restringida ou anulada. Então, a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), para o cancelamento dessas ações de exposição, deveria conscientizar- se de uma forma generalizada através de reuniões e palestras com os seus servidores para haver um melhoramento no quesito de como trabalhar em determinados casos. E o Poder Legislativo agir para a proteção da população colocando limites no jornalismo por meio da criação de uma lei que impeça a tão grande exibição dos cidadãos; com o intuito de amenizar a explanação dos acontecimentos para o aumento das visualizações. Só assim, teremos a neutralização de episódios descovinientes. Dessa forma, ressalta-se a importância de resolver o problema do momento atual, pois de acordo com Martin Luther King: “Toda hora é hora de fazer o que é certo”.