Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 23/03/2020

A mídia tem a função de informar a população, porém, a busca por audiência fez com que as reportagens ,sobre violência, se tornassem um verdade espetáculo teatral. Recentemente, na Record, uma mãe desmaiou após descobrir, ao vivo, a morte de sua filha, o que demonstra, claramente, a espetacularização da violência, a qual tem consequências serias na sociedade, como o aumento da agressividade e a banalização da vida.

Primeiramente, a exposição de crianças à violência retratada constantemente na televisão, causa um aumento nas reações agressivas, pelo fato destas serem mais suscetíveis e não possuírem o caráter totalmente formado, o que ocorre, completamente, só,aproximadamente, aos 7 anos, até lá, tudo o que viu, ouviu e viveu influencia diretamente em quem a criança se tornará.

Além disso, uma grande quantidade de noticias sobre  assassinatos, roubos e acidentes desencadeia a banalização da vida, a morte se torna uma porcentagem, a empatia diminui e ocorre um afastamento emocional, isso acontece porque vira algo rotineiro, portanto não se da mais as devidas importâncias. Tem-se como um exemplo,por parte da arte, de uma crítica ao sensacionalismo exacerbado das mídias, a música de Roberto Silva, Jornal da morte, que diz: “só falta alguém espremer o jornal para sair sangue”, a qual demonstra ,metaforicamente, o apelo as emoções, a fim de mais audiência, dos meios de comunicação.

É necessário, portanto, que o Governo, junto com a sociedade, trabalhem para conter as consequências mencionadas. O ministério da Cidadania devem propagar e cobrar dos meios de divulgação de informação um posicionamento sério na hora de propagarem as reportagens, e conscientizar da capacidade de transformação, positiva ou negativa, que a mesma possui nas gerações. Ao mesmo tempo os pais ou responsáveis tem como obrigação controlar o conteúdo assistido pelas crianças, para que eles tornem-se adultos empáticos, responsáveis e menos agressivos.