Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 22/03/2020
No século XV, Johannes Gutenberg revolucionou os meios de comunicação ao inventar a prensa, na época, aos superar as atividades medievais dos monges católicos de realizar cópias manuais, deu-se inicio ao surgimento da imprensa. Hodiernamente, os meios midiáticos permanecem evoluindo e a internet consolida-se na propagação de notícias. Não obstante, nos jornais predomina a defesa de interesses próprios, como o ganho de audiência, valendo-se para isso do sensacionalismo e, negativamente, devidos a capacidade de formação de opinião gerando consequências à sociedade. Para tanto, quais as causas e os resultados dessa maneira individualista de agir?
Nota-se que, a ignorância e a banalidade adjuntas da tecnologia fundamentalizam a espetacularização promovida pelas mídias. Analogamente à política do pão e circo, desenvolvida pelo Imperador Otávio Augusto na Roma Antiga, sustenta-se, na contemporaneidade, os conteúdos propagados ao público, isto é, as distrações são promovidas para construção de pontos de vistas controlados. Contudo, a audiência em questão, como a Romana, não é comovida por situações simplistas, devendo elas tratar assuntos violentos. Logo, metaforicamente, permanece-se glorificando lutas entre leões e gladiadores, ou seja, homicídios.
Seguindo essa linha, fica evidente que a união entre o sistema judiciário falho e o tratamento da violência com normalidade criam na sociedade o sentimento heróico. Em síntese, a demora na promoção das leis ou a brandura excessiva das mesmas revoltas indivíduos e ao suporem a agressão como corriqueiro a tornam um meio de punição. Nas palavras de Machado de Assis :“A melhor forma de apreciar o chicote é ter o cabo na mão”, assim, as pessoas promovidas por visões errôneas cometem atrocidades. Por exemplo, no ano de 2014, em São Paulo, uma empregada foi linchada e morta por ser confundida com uma sequestradora de crianças. Dessa forma, vê-se que a manipulação dos meios de comunicação estão corroborando à perpetuação de cidadãos irracionais e movidos pela força.
Ao cabo de finar a violência expressa pelo sensacionalismo nas mídias, medidas se fazem prementes. Assim, cabe ao Ministério da Justiça desenvolver campanhas desestimulando o embate físico como forma de tribunal, ressaltando os riscos de tal atitude quando cometida sobre enganos. Em seguida, o sistema legislativo devem endurecer as penas para quem cometer homicídios, aumentando-as em cinco anos, a fim de desestimular ações desse tipo. Com essas atitudes, o indivíduo verá a violência como algo sério e desestruturar-se-a a espetacularização feita pela mídia, para que o “pão e circo’ de fato fiquem na antiguidade.