Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 22/03/2020

O mundo está marcado por grandes avanços. Um dos exemplos mais claros encontrados no cotidiano é o campo da comunicação - constantemente crescendo, graças à globalização. Embora útil e necessário, os meios de comunicações também podem ser prejudiciais em alguns quesitos - sendo, um deles, a grande exposição da violência.

A mídia cada vez mais demonstra não estar interessada nas consequências da banalização das cenas de agressões, transmitidas com regularidade. Embora seja seu dever manter a população informada, certos limites estão sendo cruzados de forma errônea. Questões monetárias e números de audiência não deviam ser prioridade em comparação à formação de uma sociedade menos violenta. Ao expor imagens com textos sensacionalistas e sem humanidade, as pessoas acostumam-se e permitem-se, inconscientemente, considerar banal esse tipo de acontecimento.

Ademais, as redes de notícias esquecem o respeito às famílias de vítimas. Diversas vezes o período de sofrimento das pessoas é atropelados para obtenção de uma grande informação. Afinal, para alguns jornalistas mais vale o inédito e instantâneo.

É de suma relevância, portanto, estar consciente das consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira - em destaque para a formação de uma sociedade mais agressiva. Baseado no pensamento do filósofo Heráclito, em que a única permanência na vida é a mudança, é possível compreender que ainda há tempo para reverter a situação. Os veículos de notícias, ao lado da comunidade e do Governo, devem difundir abordagens mais humanizadas sobre temas complexos para diminuir a aceitação de atos violentos e, ainda, propagar mais informações com teor cultural para o público.