Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 24/03/2020
Espetacularização da Violência: Um Grave Problema Social
É indubtável negar a presença da violência em todo o país, mídias televisivas, redes sociais e empresas de rádio estão diariamente relatando casos de agressividade de indivíduos nas cidades brasileiras. Porém, o que entra em discussão é se a imprensa está informando seus espectadores da maneira correta?
Segundo a Constituição de 1988, “a manifestação do conhecimento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição”, evidenciando a defesa da democracia no país. Entretando, as mídias brasileiras, principalmente as televisivas, estão tornando a violência como algo comum entre a sociedade, banalizando o tema, a fim de aumentar sua audiência e concentração de renda.
A espetacularização da violência pelas mídias de massa, para buscar altos índices de audiência e moldar a opinião do público não é uma atitude somente da Era Moderna. Essa postura pode ser considerada análoga à política do “Pão e Circo”, observada na Roma Antiga, na qual o imperador entretinha os cidadãos para que não causassem problemas e repercussões ao governo. Dessa forma, é possível perceber que os meios de comunicação e a política governamental estão intrinsecamente ligados.
Portanto, para que a espetacularização midiática da violência seja diminuída, uma reinterpretação da Constituição deve ser feita, criando projetos de emendas constitucionais que tornem os meios de comunição de massa mais informativos e menos controladores , para que a população espectadora não torne-se alienada, iniciando um processo de desenvolvimento de opinião própria, não somente unido ao senso comum, tomando como referência a Alegoria de Platão,afirmando que, ao indivíduo sair da “caverna” e ver o mundo a sua volta (“mundo das ideias”) torna-se um filósofo e um questionador, diminuindo seu ego e alimentando sua busca por conhecimento.