Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 23/03/2020
A violência faz parte da história da humanidade desde a sua origem. Para Marx, a violência oriunda das relações expressas pelo capital, pela luta de classes e pela exploração da mão de obra assalariada, Hegel entendia a violência como inerente ao ser humano, enquanto Nietzsche se concentrava no combate à injustiça. Autores como Bauman compartilham a preocupação com os avanços da violência, discutindo aspectos gerais e sociais de seus efeitos. Diariamente são apresentados diversos casos de violência fazendo com que o indivíduo se acostume e acredite que não exista solução para elas. É preciso analisar o papel da mídia sensacionalista que, contam casos de pessoas morrendo ou de pessoas assassinadas, não na intenção de buscar solução para o fim da violência, mas na intenção de continuar vendendo suas notícias.
A principal função da mídia é gerar informação a partir da comunicação, uma vez que antes mesmo do seu surgimento, a comunicação se refere à uma ferramenta indispensável na vida do ser humano como forma de expressão, além de um importante instrumento para sobrevivência e convivência com outras pessoas. Todos os dias, a violência e o crime se tornam assuntos bastante polêmicos e utilizados pela mídia, são apresentados cada vez mais, seja pela televisão, seja através de jornais e até mesmo pela internet. A espetacularização da violência não é um ponto positivo para a sociedade, apesar de aumentarem a audiência midiática, gerando sensação de revolta nos telespectadores, sensação de justiça e vingança com as próprias mãos, resultando numa propagação maior da própria violência. O ideal seria levar aos telespectadores, notícias que influenciassem ações mais cautelosas e comportamentos mais tranquilos.
No combate à violência, a comunicação dos veículos de massa deve criar mais produtos educativos, a fim de não espetacularizar as notícias que se relacionem à violência, além de selecionar pautas com ética e responsabilidade, apoiando os esforços da OMS no sentido de reduzir as desigualdades e as diferenças sociais.