Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 25/03/2020

A definição de jornalismo, em suma, é: Atividade profissional que visa coletar, investigar, analisar e transmitir periodicamente ao grande público, ou a segmentos dele, informações da atualidade. Porém, perece-se no brasil uma uniformidade na escolha de notícias. Logo, a maioria delas são de cunho violento, mostrando frequentemente assassinatos, mortes pelos mais diversos motivos, e a violência das grandes cidades, entre outras negativas. De maneira que os cidadãos de hoje estão ficando cada vez mais acostumados com a violência. Pois, de maneira forçada a violência e o negativismo tem virado algo banal na vida de tais. E isso constitui um sério problema.

Primeiramente, cabe dizer que, de maneira análoga a ciência, o jornalismo também tem um limite, e este se chama sadismo. É notório o “Fetiche” que a mídia tem por noticias ruins, e isso mostra até que ponto chega a maldade humana e a falta de empatia pelo próximo, em virtude de uma notícia. Fato que corrobora o dito é o acidente da chapecoense em 2016, os jornais (Principalmente online) e revistas abusavam de títulos chamativos, conforme pode ser evidenciado em um artigo encontrado no site da UFRGS. Segundo uma série de artigos, publicados no site de periódicos SCIELO, o ser humano tem propensão a negatividade. Logo a mídia vigente acaba se aproveitando disso. Em um pais com 80 mil assassinatos anuais é fácil achar casos de violência para noticiar. Porém, tal o faz, de maneira quase maquiavélica. E essa atitude da mídia constitui o impasse a ser resolvido.

Outro aspecto a ser abordado é o fato de que as mídias são empresas. Logo a fonte de receita de tais é a audiência, então é fato que as mídias sempre irão por em pauta assuntos que “vendem”. Em um certo ano, no programa “Roda Viva”, da TV CULTURA uma editora do site de entretenimento F5, disse a seguinte frase: “As pessoas gostam de desgraça, a noticia da Hebe Camargo com cancer da audiência, e a noticia dela curada não dá”. E isso mostra como esta morto, humanamente falando, o jornalismo, os jornalistas deixaram de ser humanos em prol do dinheiro. Destruindo não só a si mesmos, mas afetando - mentalmente - os telespectadores de maneira indireta também.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao MEC, através do recurso publico, criar campanha nas escolas por meio de palestras e infográficos e além disso em parceria com a mídia desenvolver debates sobre o assunto. De modo a conscientizar a população e criar nela um sentimento de repudio por tais atos da mídia, também os protegendo dessa espetaculização da violência. Cabe também ao legislativo a criação de leis a cerca do uso exagerado de noticias negativas e violentas. Esse por sua deve estabelecer limites a mídia, punindo por multas, os meios de comunicação que ultrapassarem o limite de 1 caso de violência por dia. Assim a problemática poderá ser mitigada.