Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 23/03/2020

´´O importante não é viver, mas viver bem´´. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tanta importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade para os indivíduos que são facilmente influenciados por notícias midiáticas. Com isso, ao invés de agir para tentar aproximar a realidade descrita por Platão da vivenciada por estes indivíduos, o sistema público de ensino e a falta de fiscalização por parte do poder público acabam contribuindo com a intensificação da  espetacularização da violência.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade, é justamente a oposta e o resultado desse contraste é claramente refletido na forma como a população interpreta e analisa as noticias. De acordo com o portal G1, a rede social mais usada pelos brasileiros é o Whatsapp, que facilita a comunicação através do envio de mensagens. Essa facilidade também pode ser prejudicial, já que noticias de todo tipo podem ser compartilhadas através de um clique. Diante disso, é evidente que a capacidade de discernir notícias úteis de informações sensacionalistas é algo que deveria ser ensinado aos jovens e adultos.

Ademais, a falta de fiscalização por parte do poder público é um fator que intensifica o problema. Prova disso é o fato de que notícias não só sensacionalistas como também falsas, circulam livremente na mídias sociais sem que a população seja alertada sobre a sua veracidade. Assim, essa espetacularização da violência vem funcionando conforme a primeira lei de Newton, a qual afirma que um corpo que está em movimento tende a permanecer em movimento até que uma força suficientemente forte atue sobre ele, mudando-o de percurso. Logo, é evidente que o fator citado contribui para o aumento de noticias sensacionalistas sobre a violência.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que estas possam agir como a força que irá atuar sobre o problema mudando-o de percurso, da persistência para a amenização. Seria eficiente que o MEC, em parceria com as escolas públicas e privadas, criasse progamas com intuito de mostrar a diferença de uma notícia adequada para o momento de uma que visa apenas a visualização da mesma. Outrossim, o Governo deve criar meios para que o próprio pública seja capaz de denunciar uma notícia inadequada, e ao chegar em uma certa quantidade de denúncias, o próprio Governo iria verificar se a notícia impede o bem estar social. Espera-se que com essas medidas o problema seja amenizados e só assim a população não apenas viverá, como viverá bem.