Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 24/03/2020
A Constituição Federal de 1988 prevê, a todos cidadãos, o bem-estar individual e coletivo. Atualmente, entretanto, a espetacularização da violência pela mídia brasileira traz consequências drásticas para nossa comunidade, como a banalização e o aumento significativo dos crimes. Por isso, é imprescindível a discussão acerca desses resultados na sociedade.
Em primeira análise, a forma com que a violência é tratada nos programas de televisão, infelizmente, transforma uma realidade triste de agressões e mortes em algo trivial, cotidiano. Esse contexto é relatado no livro “Eichmann em Jerusalém”, da autora alemã Hannah Arendt, em que o descreve como “banalização do mal”. Sendo assim, é inadmissível que, um país membro pleno da Organização das Nações Unidas -ONU-, não controle, efetivamente, tal cenário de injustiça e desordem.
Ademais, a espetacularização da violência impulsiona as atividades criminais no Brasil, pois, os meliantes começaram a exercer um papel de destaque nos jornais e a chamar maior atenção do público. Segundo artigo publicado pelo renomado portal SciElo, a propagação de notícias relacionadas a grandes assaltos e homicídios, muitas vezes, levam os nomes e os rostos dos criminosos para as capas de revistas, o que pode exercer o efeito contrário e atrair cada vez mais esses atos malignos.
Diante disso, para que essa realidade seja alterada, medidas devem ser tomadas para mitigar o problema. Portanto, cabe à Mídia reduzir a espetacularização da violência nacional, por meio de uma outra maneira de realizar sua função, com menos destaque aos infratores e mais às vítimas, para assim criar um sentimento de solidariedade no público e diminuir a banalização do mal descrita por Arendt. Com essa implementação, o Brasil será um lugar melhor e com os direitos constitucionais de seus habitantes garantidos.