Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 28/03/2020
No coliseu romano, as apresentações objetivavam o entretenimento dos cidadãos utilizando de cenas conflituosas e violentas entre gladiadores, escravos, animais, entre outros. Com os avanços da tecnologia e dos direitos humanos uma das novas formas de entreter a sociedade de maneira menos violenta e mais informativa foram os meios de comunicações. Entretanto na atualidade, a espetacularização da violência pela mídia brasileira acendeu pontos sobre as formas de apresentações e suas consequências retroagindo aos tempos romanos.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que as exposições de casos violentos transmitidos pelos meios midiáticos apresentam características subjetivas. Isso porque, em muitas situações o objetivo principal é a obtenção da audiência e visualizações atribuindo valores sensacionalistas e fake news. Diante disso, a difusão de dados e comentários que aparentemente são informativos pode atribuir sentidos justificativos para os atos.
Consequentemente a isso, é perceptível a potencialização de novos casos. A transmissão de conflitos políticos e brigas entre torcedores são exemplos de situações que com a falta de filtros que contextualizem o ocorrido pode ser entendido como um convite para os telespectadores defenderem seu posicionamento, de forma agressiva.
Portanto, para evitar a violência em forma de espetáculo no Brasil é imprescindível o papel midiático de jornais, Facebook, youtube e outras ferramentas informativas no que diz respeito a filtragem de notícias transpassando, assim, uma visão objetiva e direcionada apenas em informar o ocorrido sem a exaltação desse. Por fim, essas medidas evitarão que as mídias brasileiras tornem-se os novos coliseus do século XXI.