Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 29/03/2020
Segundo o filósofo Aristóteles, a justiça é a base da sociedade e sua aplicação promove a ordem da sociedade. Contudo, a espetacularização da violência pela mídia impede essa visão no hodierno cenário brasileiro, devido a banalidade da violência gerada pela mídia e a influência dessa no tribunal da priori. Logo, é necessário analisar esses fatores, a fim de garantir que uma sociedade integrada seja alcançada.
Mormente, a frequente exposição de notícias violentas nos meios de comunicação podem gerar injustiças. Pois a exposição rotineira desses fatos a tornam cada vez mais banal que, por conseguinte, desencadeia injustiças como a “justiça com as próprias mãos” algo comum. Prova-se disso é o pensamento de Martin Luther King, “a injustiça num lugar qualquer ameaça a justiça em todo o lugar”. Desse modo, essa espetacularização de notícias violentas é algo nocivo para a sociedade e a justiça.
Ademais, a espetacularização de notícias pela mídia influência a decisão do tribuno da priori. Essas pessoas são bombardeadas por noticias que moldam inconscientemente sua opinião, o que contribui para um prejulgamento baseado em notícias distorcidas. Dessa maneira, os meios de comunicação conseguem mudar um processo jurídico.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar o impasse. Necessita-se que o ministério da justiça conscientize o tribunal da priori, por meio de cartas e emails, sobre a influência da mídia sobre a justiça, a fim de garantir um julgamento justo. Além disso, cabe ao ministério da propaganda conscientizar a população, por meio de propagadas, sobre essa espetacularização da violência, a fim de garantir que a população não seja influenciada pela mídia.