Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 24/03/2020
A Constituição Federal de 1.988 do Brasil garante a todos os brasileiros o direito à privacidade. No entanto, em diversas situações a imprensa brasileira fere essa garantia, especialmente na cobertura de casos de violência social onde usam esses acontecimentos como material de trabalho. Assim, faz-se necessário analisar as consequências da espetacularização da violência e a necessidade de leis para impedir.
Primeiramente, a liberdade de imprensa foi uma grande conquista da redemocratização do Brasil, pós regime militar, em 1.986. Entretanto, essa conquista está sendo mal utilizada na cobertura de eventos violentos, pois, com o objetivo de “informar” a todos, acabam expondo as vítimas de maneira vexatória e, consequentemente, ferindo sua intimidade e piorando o sofrimento existente.
Por conseguinte, uma pesquisa feita no ano de 2019, pelo instituto Data Folha, concluiu que mais de 75% da população nacional não aprova a forma como os meios de comunicação exploram a violência no país. Nesse contexto, fica evidente o descontentamento dos brasileiros com a imprensa. Desse modo, diante da falta de normas e para melhorar esse cenário, é necessário leis para impedir a espetacularização; caso contrário, direitos garantidos continuaram sendo violados.
Por fim, com o objetivo de melhorar essa problemática, o Congresso Nacional deve formular regras, por meio de leis, em parceria com os profissionais da imprensa, com o intuito de regular a maneira como se divulga casos de violência no país, protegendo a liberdade de imprensa e a intimidade daqueles que sofrem com a realidade analisada. Dessa forma, a privacidade de todos, garantida na Constituição de 1.988, será respeitada e a democracia seguirá forte.