Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 31/03/2020

A dialética da mídia.

Ao retratar qualquer assunto os jornais possuem o papel social de apresenta-lo de forma objetiva e criar um ambiente propício para o debate. Assim, ao receber a mensagem, o ouvinte precisa ter confiança no meio de comunicação e apoiar-se, em parte, nele para estruturar seu conhecimento. Porém, para conseguir mais atenção, muitos desses meios utilizam-se da espetacularização da violência para atingir um público maior,  causando, portanto, um colapso na informação pública.

Atualmente, devido a complexidade da sociedade contemporânea, é praticamente impossível de caracterizar, no Brasil,  apenas uma visão sobre a violência, mas de fato esta é sempre chamativa e um modo de se obter a atenção de cada um. Ao recorrer a métodos de coerção da atenção, a mídia distancia-se de seu principal foco e compromisso, a informação objetiva; causando, assim, a degradação da imagem da mídia e a proliferação de outros meios de comunicação os quais possuem menos critérios para a verificação da informação.

Outrossim, para o diálogo, precisa-se da confiança mútua para que esse se estabeleça, ou seja, se o povo não confia na mídia, não há transmissão de informação, existe apenas palavras jogadas que não possuem função. Alegoricamente, é como se a informação parasse em um muro, representado pelo indivíduo que perdeu a confiança na mídia e, portanto, é impenetrável em questão ao diálogo.

Em suma, a espetacularização da mídia favorece a quebra da segurança da informação, favorecendo, assim, a proliferação de notícias sem base e, muitas vezes, falsas. Com o intuito de restabelecer a comunicação, é de grande importância a valorização da notícia verdadeira, objetiva e corroborada de verdades. Embora não tão atrativa, é essa que levará ao desenvolvimento do Brasil.