Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 26/03/2020
É indubitável que na conjuntura hodierna o ópio do povo é a informação. Nesse contexto, frente a fatores como a revolução tecnológica e defasagens sociais, observa-se a massificação midiática de caráter apelativo e sensacionalista, que buscam audiência à todo custo expondo lacunas na ética jornalistica em âmbito nacional.
De inicio, é válido ressaltar a importância dos veículos de comunicação para a divulgação de notícias. No entanto, a espetacularização da violência é ascendente, e expõe de modo negativo a influência que a mídia exerce sobre a sociedade. Em matéria ao jornal da Record, o jornalista Bacci em uma entrevista ao vivo revela a morte de uma menina aos seus familiares. Nesse contexto, torna-se evidente a preocupação com a audiência, que acarreta na negligência à empatia e a ética profissional.
Segundo o noticiário G1, uma mulher foi linchada no Guarujá, em São Paulo, após a divulgação de falsas imagens que a indiciava como sequestradora de crianças, nas redes sociais. Com isso, é possível observar a influência dos meios de comunicação em massa com a propagação da violência na sociedade, e crimes como esse são popularizados no país, corroborando com o surgimentos de possíveis outros casos semelhantes.
Expositivamente, é visível que as consequências da espetacularização da violência pelos meios de comunicação são devastadores para a população. Logo, é dever do Ministério Público Federal por meio do Ministério das Comunicações, garantir a fiscalização dos conteúdos publicados pelos veículos midiáticos, restringindo-os sobre a divulgação de conteúdos apelativos que contém violência expositiva, com o intuito de informar e não influenciar o telespectador e usuários de redes sociais. Além disso, é dever do Governo Federal, por meio do legislativo, exigir que não seja publicados dados que expõe a arquitetura dos crimes cometidos no país, com o objetivo de resguardar possíveis contribuições para novos delitos.