Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 27/03/2020
No fim de 2013, a reportagem do G1 sobre o caso do menino Marcelo, garoto que assassinou os pais por meio da influência de um jogo de videogame, comoveu o Brasil. De fato, esse caso serve para trazer à tona que: a violência demonstrada nos meios midiáticos influência negativamente à sociedade. Não apenas, a espetacularização de tal tipo de coisa leva o governo a tratar a ferocidade da população de forma banal, assim, corroborando para o incentivo dessas práticas pelo povo. De certo, urge mudanças.
Primeiramente, é relevante observar que, graças ao intermédio midiático, o povo tem tido mais contato com cenas de violência, esse tipo de conteúdo abala cada vez menos à sociedade, que passa a tratar tal coisa como banal. Se dúvida, tal fato pode ser explicado pelo pensamento do sociólogo moderno Durkheim, na sua concepção de fato social, que alerta que a sociedade passa a normalizar tudo que é cotidiano e considerar a situação sem resolução, uma vez que o fato já está intrínseco à nação. Factualmente, isso é alarmante, já que como o Governo faz parte da população, as autoridades estão sujeitas a tratar a espetacularização da violência como cotidiana e minimizar os projetos de medidas punitivas para lidar com a brutalidade do povo. Além disso, com a falta de medidas propostas pelo Estado, existe um incentivo indireto na continuação da propagação desse tipo de conteúdo.
Outrossim, em consequência à falta de medidas punitivas, a sociedade é incentivada a continuar a propagação de conteúdos violentos no meio social. Não só, tal coisa é inadmissível, pois corrobora diretamente para uma nação mais violenta. Indubitavelmente, a prova disso é obtida ao observar o pensamento de Marshall McLohan, um dos pais da internet, que fala que homem cria a ferramenta e a ferramenta recria o homem. Certamente,nessa máxima, o pensador afirma que a mídia é capaz de recriar as posturas do homem a partir do que a sociedade propaga por meio dela. Assim, como existem atos violentos no meio midiático, o cidadão tende a ser bruto. Portanto, urge que o povo pare de propagar a violência espetacularizada nos meios de comunicação, já que a consequência disso é um cenário cada vez mais violento.
Por fim, é necessário que o Estado, por meio do Ministério da Educação, proponha palestras nas escolas, nas turmas de ensino médio e fundamental, para fazer com que os mais novos entendam que não se deve normalizar um ato de violência visto por meio das fontes midiáticas. Não somente, essas palestras devem ser financiadas pela verba tributária e ministradas por profissionais especialistas. Com certeza, essa medida vai encaminhar o Brasil a não mais vivenciar casos como o do jovem Marcelo.