Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 27/03/2020

A história, muitas vezes, assume valor essencialmente prático na atualidade. A coragem dos marinheiros portugueses do século XX, por exemplo, fomentada pela obra``As Viagens de Marco Polo´´ deve servir de referência para as autoridades romperem medidas conservadoras e investirem em propostas inovadoras que visem, de fato, solucionar o problema da espetacularização da violência pela mídia. Lamentavelmente, a persistência dessa mazela condena a sociedade à prisão da irracionalidade.

Inicialmente, uma das principais causas de a mídia espetacularizar a violência é o fato de os meios de comunicação serem movidos por ideais mercantilistas massificadores, os quais remetem a busca incessante por lucro financeiro fortemente criticada pelo filósofo existencialista Sartre. Esse ideal de sobreposição do Ter´´ ao Ser´´ mostra que os meios de comunicação de massa buscam ibope e audiência acima de tudo, inclusive, através da espetacularização da violência, por exemplo, em noticiários policiais ou em redes sociais. Afinal, não se pode esperar mais de diretores de programas televisivos e administradores de páginas influentes em redes sociais essencialmente individualistas e assolados pelos ideias do Império Capitalista.

Agora, entretanto, é muito importante mostrar as consequências desse monstruoso contexto, dentre elas, a banalização da vida e o retorno de posturas de vingança passadistas. Desse modo, nota-se que a espetacularização da violência pelos meios de comunicação de massa incentiva ao extremo o crescimento da violência, pois promove o retorno da cultura retrógrada da justiça com as próprias mãos defendida pelo Código de Hamurabi escrito na Antiguidade, cenário comprovado pelo crescimento dos casos de assassinatos, linchamentos e ataques verbais que revelam a cultura do `` olho por olho, dente por dente´´. Conclui-se que, infelizmente, a mídia reduz o patamar civilizatório da sociedade e banaliza a vida, quando espetaculariza a violência.

Portanto, medidas são necessárias para, pelo menos, minimizar o impasse. Assim, a fim de os jovens se tornarem ativistas contra a espetacularização da violência na mídia e de formar uma futura geração blindada a essa má influência, cabe ao Ministério da Educação promover palestras lúdicas em escolas de ensino básico, por meio da convocação de sociólogos e filósofos que estudam o empoderamento da mídia na sociedade e que façam os jovens não se tornem público dessa programação de espetacularização. Enfim, a coragem dos agentes é fundamental para solucionar as adversidades, similarmente, como Marco Polo enfrentou grandes distâncias para chegar à China e comandou a guerra de Gênova contra Veneza em 1245.