Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 29/03/2020

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a espetacularização da violência pela mídia brasileira, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista, é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa forma, a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela facilidade da divulgação de notícias, seja pela falta de empatia para com o próximo.

É indubitável que a internet e a mídia trazem inúmeras vantagens e facilidades para a vida cotidiana, porém é importante  pontuar que limites são necessários para não torna-se danoso à sociedade. A mídia é um veículo de informações, e por esse motivo é de extrema importância para a sociedade, todavia, ao almejar o aumento da audiência, acaba banalizando a vida humana, tornando-a um espetáculo,e tornando-se muitas vezes o encorajador da violência.

Outrossim, destaca-se a apatia como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade, e coercitividade. Segundo essa linha de pensamento, observa-se que existe uma afastamento emocional em relação as notícias, tratando-as como se fosse algo distante, ficcional e sem significado. O que gera um distanciamento a questões fulcrais da sociedade, falta de questionamentos, e posicionamentos acerca de situações que necessitam de mudanças.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a construção de um mundo melhor. Destarte, as Emissoras de Televisão do país, devem realizar o monitoramento das notícias que vão ao ar, além de estabelecer regras acerca da forma de divulgação dos fatos e acontecimentos. Desse modo, atenua-se-á em médio e longo prazo, o impacto nocivo da espetacularização da violência.