Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 30/03/2020
Conforme o sociólogo polônes Zygmunt Bauman, a lógica hipercapitalista tornou as relações sociais completamente artificiais e fluidas, ou seja, o egocentrismo e individualismo comuns nessa pós-modernidade, faz com que as pessoas não tenham empatia. A exemplo disso é o desenvolvimento da agressividade nas crianças pelos desenhos vistos e a banalização da morte bem como a justiça com as próprias mãos. Portanto, torna-se insustentável uma sociedade que adote medidas paliativas ao invés de previnir e curar os males das consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira. Primeiramente, com o desenvolvimento do capitalismo muitos pais não estão presentes no cotidiano de seus filhos, por isso não policiam os seus desenhos e os jogos. Por exemplo, o desenho mais conhecido pelas crianças brasileiras “O Batman”, o qual descreve um menino que se tornou justiceiro após presenciar o assassinato dos seus pais durante um assalto. Além do jogo “GTA” que tem como objetivo ensinar a matar e a roubar. Em virtude disso, percebe-se que essas mídias influenciam como também espetaculariza a justiça com as próprias mãos e torna a violência como algo banal. Por consequência, as crianças se tornam agressivas.
Outrossim, os adultos também são feitos de marionetes na mídia. Uma vez que, de acordo com o G1, a partir de informações falsas na rede social “WhatsApp” a população linchou dois homens inocentes. Porquanto, observa-se que qualquer tipo de meio de comunicação tem a capacidade de influenciar um continente inteiro e espalhar o discurso de ódio. Como no filme “Doce Vingança” que uma vítima de estupro cometeu justiça com as próprias mãos contra os seus abusadores. Apesar de ficcional, ele escancara uma realidade que aconteceu no Rio de Janeiro em que um grupo chamado de “justiceiros” foram presos por vários crimes cometidos, porém ganha simpatizantes da população. Com efeito, constata-se que a falta de execução na lei e a intervenção midiática com a manifestação da fúria tem por consequência a banalização da morte.
Em síntese, ao observar o atual cenário das consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira, percebe-se que esse ato deveria ser extinto para tornar uma sociedade pacífica. Desse modo, para amenizar o problema é preciso que o Ministério da Propaganda, o qual é o órgão responsável pelas leis de diretrizes e bases da propoganda, crie um aplicativo para monitoramento de desenhos e jogos das crianças e também privar o excesso de informação com discurso de ódio e valorização da violência na mídia. Isso deve ser feito por meio de parceria com empresas tecnológicas a fim de disseminar a brutalidade no Brasil. Com isso, a premissa de Bauman será mais compreendida do que dita e a empatia será a base uma sociedade pacífica.