Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira

Enviada em 28/03/2020

Ao afirmar, “se queres prever o futuro basta estudar o passado”, o filósofo polonês Confúcio fez, de certa maneira uma comparação entre o passado e o futuro. De fato, ele estava certo, pois as consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira não são problemas atuais. Prova disso é que, na Roma Antiga, como reflexo da espetacularização dos jogos de gladiadores assistidos por todos os habitantes de Roma a cidade se tornou, consequentemente, muito violenta. Assim como, hodiernamente, as adversidades ainda persistem, seja pela banalização da violência pela televisão, seja por influencia dos meios de comunicação em massa.

Em primeira análise, é importante citar que, é, partindo da premissa de Confúcio, assim como ocorrera em Roma acontece hoje de forma demasiada no Brasil. Com base nisso, trocando a televisão pelo campo de gladiação observa-se o mesmo cenário, onde é transmitido a violência extrema que é assistida por cidadãos de todas as idades. Dessa forma, e, levando isso em consideração, segundo psicólogos especialistas de Cambridge, aquilo que é assistido possui grande influencia sobre aquele que está assistido, tendo consequências maiores em pessoas mais novas. Logo, um indivíduo que comumente está exposto á violência televisionada apresenta maiores probabilidades de se mostrar violento em meio à sociedade.

Ademais, outro fator que influencia de forma significativa é a presença dos meios de comunicação em massa, as redes sociais, onde constantemente  são compartilhados informações de brigas e conflitos generalizados. Dessa forma, cria-se uma “rede de ódio” que se espalha de forma exponencial. De acordo com o G1, grande parte das brigas que envolvem torcidas organizadas no Brasil são planejadas e premeditadas pelas redes sociais. Assim, as redes de comunicação em massa na contemporaneidade se tornaram, indubitavelmente, propulsores da violência e desordem.

Portanto, em detrimento dos fatos supracitados, se faz importante que o Governo Federal, com o intuito de diminuir a violência entre os jovens e entre os cidadãos no Brasil, insira filtros no que é transmitido em rede nacional e no que é compartilhado pelos meios de comunicação, através de tecnologias de criptografia desenvolvidas pelo ITB (Instituto de Tecnologia Brasileiro), por meio de recursos oriundos da união. Dessa forma, haverá maior controle sobre o que é compartilhado e quem está compartilhando e, consequentemente, os índices de violência causada por influencia da mídia e da redes sociais cairá de forma exponncial.