Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 29/03/2020
A Constituição Federativa Brasileira é denominada como um Estado Democrático de direito, isto é, assegura no sector de seus princípios: a cidadania. Dessa forma, é inerente o respeito jornalístico sem sensacionalismo, em casos de violência, com seu público. Nessa perspectiva, é imprescindível que a espetacularização em notícias com a pauta voltada a crueldade humana, agrava a desinformação entre os telespectadores, além da evasividade e o desrespeito aos familiares afetados.
A brincadeira popular do século XIX “Telefone Sem Fio”, consiste numa fila indiana, em que uma pessoa da “ponta” fala uma frase ao próximo da fila e assim, por conseguinte até que o último a fale em voz alta, destarte quase sempre há distorções no sentido da frase. De maneira negativa, o jornalismo brasileiro tem o hábito semelhante ao jogo, por muitas vezes transmitir informações “baseadas em fatos reais”. Nesse viés, infelizmente a população é flagelada por seus próprios informantes, os quais os tratam sob a óptica de meros consumidores de notícia.
Dessarte, sob a égide do célebre economista Scott McNealy, a sociedade não dispõe de privacidade, logo o correto a se fazer é aceitar e se adequar sem fazer mais questionamentos. Nesse prisma ideológico, é lamentável que a maioria dos brasileiros aceitem serem importunados por essa urbe de jornalistas reprováveis. Nessa conjuntura, depreende-se deploravelmente a invasão de privacidade, que é uma realidade aparente no Brasil, usada por imprensas hediondas, com o fito ligado apenas ao número de sua audiência e nessa luta vale tudo, até mesmo afrontar o sofrimento alheio.
Em síntese, será necessário a adesão da Secretaria Da Comunicação Social e o Ministério da cidadania, que juntos extingam qualquer tipo de espetacularização jornalística e lhes conscientizar a uma conduta mais ética e empática com os populares atingidos, mediante a solicitação ao enrijecimento das leis regentes e conventos com maior treinamento aos profissionais. Desse modo, proporcionará uma efetiva reforma midiática e social, e assim finalmente a cidadania prosperará como condiz a Constituição.