Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 29/03/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe- se a irresponsabilidade da mídia quando se trata da espetaculização da violência. Dessa forma, as consequências das atrações, que se fazem em cima de notícias, pela mídia, devem - se não somente a sua influência, mas também a uma falta de legislação específica.
A priori, é imperioso destacar o elevado descomprometimento da mídia, com o que seria seu papel, a informação, para uma busca incessante de destaque. Conforme, Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não de deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode- se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema.
Outrossim, a problemática encontra terra fértil na insuficiência legislativa, uma vez que, canais de comunicação podem ter autonomia para usar de seu poder informacional para aumentar suas audiências com a superexposição de atos violentos. Segundo Umberto Eco, " Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável". Nesse sentido, percebe-se uma lacuna explícita pela falta de uma legislação aplicada. Assim, sem base legal, a busca por telespectadores curiosos e receitas de como cometer uma crime são fortemente incitados nos meios informacionais, o que agrava ainda mais os crimes que ocorrem na sociedade.
Urge, portanto, a necessidades de atenuar as consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira. A fim de evitar o aumento de violência ocasionada por má informação e também a representatividade que é buscada por infratores. Para isso, o Poder Legislativo e a Câmara dos deputados devem criar um projeto de Lei que impeça o detalhamento de crimes. Isso será feito com o intuito de delimitar os detalhes de crimes e basear as notícias em informações necessárias. Diante disso, a mídia será democrática, como espera Pierre Bourdieu.