Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 29/03/2020
No filme “O Imbatível”, conta a história de pessoas que não tem mais chances de serem libertos da cadeia, se não por um espetáculo criado por organizadores ricos, onde os detentos terão que lutar em um campeonato até a morte para ganhar a tão sonhada liberdade. Trazendo tal contexto à realidade, pode-se observar que a espetacularização da violência é constante na mídia brasileira. Contudo, é possível entender que a ânsia pela audiência e a falta de empatia são importantes pontos de análise.
A priori, com a fixação pelo longo alcance e com a disseminação do trabalho à mais pessoas a cada dia e a cada reportagem, a mídia tende a tentar fazer com que seus conteúdos sejam atrativos. Um bom exemplo disso, são as reportagens de festas como o carnaval de Salvador, onde grande partes delas tem um reflexo violento em meio aos foliões. Logo, com o poder midiático com sua vontade de adquirir audiência a qualquer custo, trarão consequências por vezes irreversíveis em relação ao conteúdo publicado.
Além disso, levando em consideração o lado emocional e sentimentalista, a espécie de espetáculo criado pela mídia gera impactos na vida dos envolvidos, as vezes em momentos inoportunos em que melhor planejado, geraria outro embate. Como diz a cantora gospel Priscilla Ancantara em sua música (empatia), “Você é igual a mim, então faça por mim o que faria a você”. Ainda, essas relações com os sentimentos dos telespectadores podem ser feitas de forma errônea e precoce, levando ao publico o que lhe é atrativo e não o que deveria ser explanado.
Portanto, o modo que a mídia apresenta os ocorridos podem gerar consequências. Cabe ao poder Legislativo do Brasil, a implantação de uma lei na qual o meio de comunicação que crie espetáculo impróprio seja punido, evitando assim consequências ruins, como a propagação da violência. Ademais, a família sendo a base da sociedade, deve fazer com que a educação adequada chegue a todos, realizando ensinos e praticas sociais educacionais, evitando assim uma sociedade antipática.