Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 31/03/2020
Guy Debord foi um pensador marxista francês que escreveu o livro “A Sociedade do Espetáculo”, onde aborda como as relações sociais são midiatizadas por imagens, fato que gera uma manipulação em massa. Paralelamante, as consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira vem sendo analisadas. Isso se deve à banalização da vida e gera disseminação de fake news.
No que se refere à irrelevância da vida , pode-se citar a frase “toda dor pode ser suportada se sobre ela puder ser contada uma história”. Com essas palavras a filósofa judia ,Hannah Arendt, explicou como a mídia se aproveita de situações trágicas do dia a dia ,ou seja, não impota se atinge o bem estar e a dignidade da vítima se essa violação beneficia outra pessoa, seja economicamente ou socialmente. Logo, a miséria e a crueldade não são tratadas como um risco a vida e sim como fonte de lucro.
Quanto as fake news, observa-se o pensamento do escritor italiano, Umberto Eco, que diz que a internet é muito útil ao sábio, mas perigosa ao ignorante. Assim, em mãos erradas, as notícias são aumentas com o intuito de chamar mais atenção do público e se tornam mentiras que geraram dinheiro através de curtidas e compartilhamentos, o que desvia os olhos da população para o real problema.
Desse modo, as consequências causadas pela espetacularização da violência pela mídia brasileiras afetem a dignidade do indivíduo. Isto posto, devem ser resolvias pelos órgãos competentes da maneira eficaz. Portanto, cabe ao Ministério da Educação alterar as grades curriculares das escolas, para que essas possam incluir ,no ensino médio, aulas de computação e atualidades com dois horários semanais, para que os alunos aprendam a mexer nas redes sociais com responsabilidade e recebem notícias importantes de fontes confiáveis. Somente então, o direito a dignidade previsto no artigo primeiro da constituição brasileira será respeitado, e a influência da mídia diminuirá.