Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 31/03/2020
Desde o surgimento da televisão em 1930, na Alemanha, observou-se sua crescente influência como principal meio de comunicação em massa. Da mesma forma, hoje, no Brasil, é reconhecida a grande importância da mídia na veiculação de informações e notícias. No entanto, a busca constante por audiência tem levado a espetacularização da violência como conteúdo frequente, gerando graves consequências para a sociedade. Nesse contexto, é necessários que medidas sejam tomadas.
Para Karl Marx, importante sociólogo alemão, o materialismo histórico conceitua que as relações sociais são regidas pelo modo de produção e organização vigentes no meio social. Logo, vê-se que no Brasil, um país capitalista, sites, revistas e principalmente telejornais usam o sensacionalismo para impactar e influenciar o indivíduo, gerando maiores lucros com o aumento da audiência, muitas vezes, sem a preocupação com a veracidade e consequências de suas informações. Dessa forma, é válido mencionar casos trágicos em que a mídia brasileira recorreu a espetacularização para atrair um alto número de telespectadores. Como exemplo, o sequestro da Eloá e o assassinato da menina Isabela Nardone. Em ambos os casos a impressa repercutiu demasiadamente.
Outrossim, o enfoque e a veiculação frequente de tragédias e atos de violência, tem potencializado sérias consequências sociais. Tal como, a banalização da vida e a influência direta em prejulgamentos formados pela própria sociedade, levando a população a querer, muitas vezes, fazer justiça com as próprias mãos. Em particular, é mister lembrar de um crime que ficou conhecido nacionalmente, de uma mulher que foi linchada pela população em São Paulo, ao ser confundida com um retrato falado divulgado pela mídia, de uma suposta sequestradora de crianças.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para tanto, o poder Judiciário precisa punir com mais rigor o jornalismo que propagar notícias falsas, por meio de multas e indenizações, para diminuir a divulgação de informações não verídicas. Ademais, o ministério da Educação, em parceria com as secretarias municipais, devem por intermédio de propagandas e palestras nas escolas, fomentar o debate e estimular o senso crítico dos jovens e crianças sobre o excessos de notícias violentas ao qual são expostos e alertar para os riscos e impactos que isso tem diretamente na sociedade e vida das pessoas.