Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 01/04/2020
Até quando?
O adjetivo que podemos utilizar para descrever a mídia brasileira é “sensacionalista”, canal que deveria existir com o intuito de informar, atualmente age manipulando descaradamente a população. Vale ressaltar que a televisão é o meio de mídia mais usado pelos brasileiros, trazendo, portanto, a informação às mais diversas classes sociais, podendo ser considerada inclusive a única fonte para muitas famílias.
De acordo com o pensador e filósofo Thomas Hobbes o estado é responsável por garantir a paz da população, entretanto aqui no Brasil essa ideia tão importante é deixada de lado a fim de priorizar os mais influentes. Ao televisionar o luto, um assassinato, ou um sequestro, por exemplo, com uma intenção por detrás destes, nos deparamos com tamanho despreparo e a população é ferida. Além de ir diretamente contra os direitos humanos, em seu quinto artigo é destacando que ninguém deve ser submetido à tortura ou tratamentos cruéis, não ocorrendo desta forma na prática.
Convém lembrar um caso que aconteceu em 2008, o sequestro e o assassinato de Eloá Cristina, se fazendo presente no estado de São Paulo, conhecido como o sequestro mais longo da história brasileira. Ao não agir imediatamente, demorando cerca de 100 horas para a tentativa de salvamento da menina, ela veio à óbito, pela negligência da polícia e principalmente dos canais televisivos, que filmavam todo o acontecimento pela janela, gravando eternamente a dor das ultimas horas de vida de Eloá.
Em virtude dos fatos, são necessárias políticas públicas mais eficazes, e a maior atenção do estado e agências importantes, tendo também um maior policiamento para que essas leis já existentes possam ser colocadas em prática de maneira mais fácil.