Consequências da espetacularização da violência pela mídia brasileira
Enviada em 31/03/2020
Audiência, espetaculização, sensacionalismo. A mídia brasileira, na sua constante busca por telespectadores, utiliza de atos de pouca ética para atingir seus objetivos, fazendo com que pareçam normais, cenas que muitas vezes violam os direitos naturais do ser humano. Esse forte sensacionalismo trata casos como assaltos, mortes e até mesmo assassinatos, e acaba por fazer com que a sociedade veja os mesmo acontecimentos como normais, acarretando a falta de sensibilização do ser humano, além de tornar piores momentos solenes de muitas famílias.
Primeiramente, com o tratamento anteriormente descrito praticado pelo jornalismo brasileiro para com casos trágicos, acaba por fazer com que a população passe a olhar pare esses casos também de forma desumana. A normalização da morte, por exemplo, faz com esses casos percam sua solenidade, e acabem por parecer corriqueiros, o que trará uma sociedade cada vez mais violenta, com o aumento de casos que violam os direitos humanos.
Outrossim, com o violamento do luto, há também a violação dos diretos naturais do homem, visto que tal ato acaba por importunar o indivíduo em um momento muito delicado, podem-do causar problemas psicológicos ao indivíduo. Posteriormente, podendo acarretar a problemas para a saúde brasileira, devido ao aumento de casos de pessoas que necessitam de apoio mental.
Tendo-se como base o que foi discutido anteriormente, é necessário acabar com o sensacionalismo. É de competência do ministério da justiça realizar uma legislação específica, contra a espetaculização do trágico, a fim de impedir que a busca por telespectadores chegue a tal classe. Também é importante realizar acompanhamento com pessoas que sofrem transtornos com tais casos desde já, logo é de dever do ministério da saúde preparar os hospitais e clínicas publicas, contratando profissionais competentes atuantes na área de psicologia, a fim de conter o avanço de uma possível crise de casos de problemas mentais no Brasil.